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Angústia

ANGÚSTIA


Nessa noite eu na internet engatinho.
Quero me envolver, me auto conhecer.
Minha mente  com vigor, esquadrinho
Procurando tudo enobrecer.

Mas... num salto, acordo do meu enlevo.
A campainha traz a gentil vizinha...
Telefone... conversa... a agonia não descrevo.
A hora tardia trouxe consigo a felonia.

Deixo tudo... Nada mais penso ou escrevo.
Saio aturdida. Na rua sou certa minoria.
Chego ao hospital. O vi ali, na dor,  incolor...
Me atingiu imensa sensação de paralisia...

Ele ali, amarrado. Fiquei aparvalhada...
Eu  queria  apenas...minha escrivaninha.
Ali  era possível exprimir o inesperado
Porque ali  deitado, estava o meu primor.

Quis falar, mas a palavra esvaeceu
E na garganta parou um nó, vindo o torpor.
Em silêncio, orei. Pedi. Busquei força para implorar
Para Ele impedir algum fato complicador.

Fui incapaz de a sua dor amenizar.
Só pude pedir, ao enfermeiro, um cobertor.
Entendi, que pela terapia da dor
ELE estava fazendo um dorminhoco acordar.


MVA
Enviado por MVA em 19/11/2006
Código do texto: T295331
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
MVA
São Paulo - São Paulo - Brasil
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