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NÉVOA

Flor mais íntima, dos meus desejos mais profundos
Se não trouxesse comigo a certeza de teu descuido e inocência
Abandonaria o desejo de colher teu segredo mais puro
Deixaria os anseios pelo aroma de teus lábios macios.
Porque ao desabrochares teu encanto para a existência
Deixaste fluir tua essência, confundindo-se com a bruma.

E, inebriado, tornei-me errante em meio à névoa densa
Buscando alcançar teu perfume afetuoso.
Sem saber, ao ostentares tua exuberância e formosura
Da tua origem pura, por crueldade ou instinto de defesa
Feriste com espinhos a mão que te colheria com brandura.

Mas consentirei que o sol da manhã que faz cintilar
As lágrimas que a madrugada assentou em tua tez de seda
Dissipe a neblina que se compôs na minha vida.
Perceberás que foste impedida de decifrar os meus olhos então
Que quando alguém quis colher-te em meio à cerração
Era eu, descobrirás, era eu, ao veres a minha mão ferida.
ademir silva
Enviado por ademir silva em 20/11/2006
Reeditado em 16/06/2007
Código do texto: T296719

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Sobre o autor
ademir silva
Americana - São Paulo - Brasil
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ademir silva