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E PARA FALAR DE AMOR

Antes que toda minha esperança desapareça
Antes que eu venha sorver esta taça de dor
Deixem-me dedilhar em minha lira a última poesia
Para que você nunca se esqueça
Das chamas ardentes do meu amor

Porque eu tenho que sofrer tanto assim?
Sendo crucificado na cruz de uma eterna saudade
Neste madeiro estático pregado
Sentindo meu coração sangrar dentro de mim
Pois este amor prende-me nas grades de uma louca liberdade

Ele ora mata-me e ora me aviva
Ora encoraja-me, ora me mete medo.
Eu chego a sentir arrepios na minha alma
E cai-me da boca gotas de saliva
Pois fico pasmo sem poder revelar-te este segredo

Que segundo por segundo me faz sofrer
Em laudas de reais ilusões
E minuto por minuto faz com que eu ande cambaleando
Sonhando todas as noites com a dona do meu ser
Eu não agüento mais fazer tantos pedidos de perdões

Amor onde está a mulher da minha inspiração?
Onde estás ó meu anjo de candura
Tu és para mim um enorme clarão nas trevas da noite escura
Eu percorri os caminhos destes versos só para te dizer:
Que eu não agüento mais de tanto chorar por você

Venha ó musa vamos sair pelas desertas ruas de gás néon
Vamos viver nossos sonhos sem farsas
Dê-me beijos nervosos
Excite o meu dom
Recolha o meu sangue e o meu amor numa taça

Deixe-me amar-te ardentemente
Deixe-me sentir a suave ardência dos teus seios
Venha e na valsa do amor dançaremos ao som da minha orquestra solitária
E nesta longa madrugada hei de amar-te desesperadamente
Afogando-me neste mar de anseios

É na mais forte arrebentação
Que o embalo da maré medra
Neste oceano de água fria
Meu coração, ah! Meu coração
Banha-se e mergulha nesta doce poesia

Nesta loucura de amor que acalenta
E queima tudo que esta ao redor de mim mesmo
Eu sinto calafrios em minh’alma
Eu preciso alimentar o desejo de amar que me alimenta
Eu preciso deixar de dar tiros a esmo

E para falar de amor...
Lembro-me da nossa despedida na beira do cais
Oceanos,mares, rios...todas as águas me faz lembrar...
Os momentos mais ardentes do nosso eterno amor
Ainda que você não volte para mim nunca mais
Mas eu nunca vou deixar de te amar.

Escritor e Mestre Jailson Santos
Jailson Santos
Enviado por Jailson Santos em 21/11/2006
Código do texto: T296938

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Sobre o autor
Jailson Santos
Salvador - Bahia - Brasil
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Jailson Santos