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PALAVRAS PRESAS AO RELENTO


Neste negrume da noite vadia
com versos presos na garganta;
meu espírito retorna no tempo
como uma avalanche de ecos
que contradizem com meu íntimo.

A rima se prende no madeiro
da cruz enraizada na pedra
e as palavras flutuam no espaço
mergulhando em grossas nuvens de pó.

Mesmo diante da luz
a memória se dilata no espaço
sem vontade de falar ou poetizar.

Os raios do universo brotam seu rebento
e a mente que se perde na distância
onde a vida enexiste dentro do ser
em que a retina é a luz do cotidiano.

A vontade se arrefece nos prantos da solidão
que maldizem gritos de dor;
onde o amor já não acontece
e as palavras ficam presas ao relento.

http://afonsoecris.ubbihp.com.br
http://massajovem.zip.net
Afonso Silva
Enviado por Afonso Silva em 21/11/2006
Código do texto: T297441

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Sobre o autor
Afonso Silva
Foz do Iguaçu - Paraná - Brasil
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Afonso Silva