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A GUARDIÃ DOS OLHOS

À GUARDIÃ DOS OLHOS.



Para uma linda oftalmologista.



Os teus olhos são escravos diletos dos olhares alheios.
E o teu olhar são janelas profundas d’ alma.
Essa filha trânsfuga de Deus.
Os teus olhos são câmeras vivas.
Flach constantes de vida que provocam vinhetas de doce olhar.
Cuidas tu dos olhares que não são os teus.
Para uma boa visão desses olhares.
Perdidos olhos de indignos ateus.
Cegos de boa visão, indignos.
Videntes de Deus.
De tanto olhares nos olhos
Dos pacientes teus.
Zelando por um bom olhar.
Não estarás esquecendo,
Os olhares teus.
Dá uma boa olhada nos
Olhos teus!
Mira por um instante o teu duplo olhar.
O Olhar que esqueceste.
O Olhar que tinhas.
De tanto cuidares dos olhos.
De múltiplas pessoinhas.
Teu olhar cegou ao mundo.
E não vês o teu próprio olhar.
Pois, são verdes e
Cheios de éter, que,
Cobrem os teus olhares.
Não olhes para eles.
Olha para o mundo.
Inunda o teu olhar.
Com a terra e o mar.
Fixe-os um instante.
E deixa-os à deriva.
A sonhar... A olhar... A sonhar
Com os olhos meus ou
Contigo mesma e os olhos teus.

Eráclito Alírio




Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 22/11/2006
Código do texto: T297981
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 74 anos
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Eráclito Alírio da silveira