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Outono


Temos sempre força para recitar o ultimo verso
Ou quem sabe lembrar das ultimas palavras
Da ultima tentativa, da lagrima que escorrera
Da chuva fria e curativa que lava o espírito

Sempre temos força para lembrar das noites de outono
Quando no fim da noite ao olhar para cima
Uma estrela corta o céu, e no fundo uma constelação
Na Terra, o seu olhar, para substituir o brilho das estrelas
As nuvens em sincronia temem passar a frente da imponente lua
E na Terra, tudo parece parar, pois temem a altivez do teu andar

O outono passou, assim como a mais bela estrela da Terra
Procurar um caráter, uma flor tão bela quanto, seria
Como buscar num jardim desconhecido, uma única jasmim
Lembro-me que no outono o entardecer aparece com um vento
Um vento macio que tocava meu ser e trazia um beijo seu
Hoje o vento que me toca não é tão macio, e traz-me somente lembranças

Paro de andar. Estou novamente no outono
E o meu coração parece adormecido, em sono
E quem pode esquecer da dor de não a ter
Eu poderia ter o jardim inteiro, mas és a única jasmim
A única em que ainda tremo quando vejo

Um poeta que por um instante lhe falta todas as palavras
Um filosofo que parece não ter o que questionar...Nem o que responder
Não sei, acho que meu olhar responde,
Para que quem sabe lembres de olhar o céu
Pode surgir uma nova estrela cadente,
E de repente lembres de como o calor do outono não cabe ao frio de um coração
Chesman Emerim
Enviado por Chesman Emerim em 25/11/2006
Código do texto: T300986
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Sobre o autor
Chesman Emerim
Sombrio - Santa Catarina - Brasil, 30 anos
64 textos (10717 leituras)
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Chesman Emerim