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DE CINCO EM CINCO MINUTOS

De cinco em cinco minutos
Estendo minha mão, olho o telefone.
Chego a ligar para ele pra ver se ele não está com defeito
De cinco em cinco minutos
Espero você dizer Alô! e chamar meu nome.

As horas passam...
E minha aflição aumenta quando o telefone toca.
Se pudesse contar as batistas do meu coração nesse instante
Seria recorde, taquicardia pura... Adrenalina...
Uma decepção me sufoca...
No mesmo momento, o que era esperança
Se transforma em amargura.
Ao ver o número no telefone registrado
Mais uma vez... Não era você do outro lado.
E de cinco em cinco minutos... lá estou a olhar o telefone...
Mas você não está na linha...
Não dá noticias...  Some.

A noite vem ...
Com ela minha solidão,
mas ainda há esperança do telefone tocar
e sua voz do outro lado meu nome sussurrar
A lua assiste solidária o meu desespero.
A cidade dorme, as luzes se apagam...
A madrugada tece a manhã
Não quero acreditar que o telefone não vai mais chamar...
E mais uma dia... de cinco em cinco minutos olho o telefone
Espero você dizer Alô! e chamar meu nome.
(Sirlei L. Passolongo)

Sirlei L Passolongo
Enviado por Sirlei L Passolongo em 27/11/2006
Código do texto: T302436

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Sobre a autora
Sirlei L Passolongo
Cianorte - Paraná - Brasil, 46 anos
1377 textos (181288 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 10:00)
Sirlei L Passolongo