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PLANTA ÚLTIMA E DERRADEIRA.

 

 

Para a minha Joesa.

 

 

 

Tu és planta linda, a última e derradeira.

De súbito amadurecida silente em meu coração,

Entretanto, entre todas, tu és a real e a primeira.

Deveras nascida e crescida com muito amor.

Foram cinco anos de bondosa e obstinada cultura.

Cuidados extremos eu penso te dedicava.

Brotando dentro de mim aos poucos amorosa,

Feito filha minha, Joesa, crespa adorada.

Percorro em silêncio nas tuas artérias,

É o rio invisível e inextinguível que herdaste,

E que te navegará, levando-me por toda a tua vida.

Dessa forma, tu me possuis e eu te possuo.

Tu és sangue do meu sangue espargindo a vida.

Fruto de um amor que com pesar foi só meu.

Amo-te minha menina linda, morena graciosa.

Para aonde o inevitável destino me levar,

Levarei comigo, de pronto, as tuas feições.

Com saudades e lembranças que nunca findarão.

Meu amor é só teu somente teu,

E os teus pequenos passos, eu vou seguir sempre.

Assim queira o bondoso e inominável DEUS.

 

Eráclito Alírio

 

 

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 27/11/2006
Código do texto: T302627
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 74 anos
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Eráclito Alírio da silveira