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UM VARAL DE POEMINHAS.

 

 

 

 

 

 

Tenho muitas saudades de ti,

E de consertar as tuas bonecas.

E de fazer no meio da sala,

Pregados na estante e na porta,

Varais para as tuas roupinhas.

Gostava quando me ajudavas,

Com o teu jeito engraçado de ser.

Cortar a grama e fazer o nosso jardim.

Tudo em ti me orgulhava e me fazia feliz,

Ao ver-te rápido, plantar na beirada da lajota,

Flores plásticas, mortas, artificiais.

Ao meio-dia, descansando na cadeira,

Fumava um cigarrinho, e tu ao meu lado,

Estavas pronta para darmos início,

A nossa escolinha no quadro negro.

Que na verdade, era verde, como os nossos sonhos.

Desenhávamos flores, aviões e gatinhos.

Com giz cor-de-rosa e outro amarelinho.

Escrevia, de repente, um pequeno poeminha,

Para ler-te soletrando as letrinhas.

Era muito bom, um verdadeiro céu.

Mas não sabia que uma hora fatal calculada,

Rápida e sem sentido se faria cruel.

Tudo afundou: os sonhos e os teus sorrisos.

Apenas sobrou essa saudade em mim calada.

 

 

Eráclito Alírio

 

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 27/11/2006
Código do texto: T302653
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 74 anos
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Eráclito Alírio da silveira