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dia décimo-sétimo

estava percorrendo os arquivos
ele tem sido bonzinho
esse PC, meu amigo
não tem dado tilt ou pane
não quer que eu me dane
e aí, com o que me deparei?
muitos dos meus poemas
tinham apenas um tema
aquele lugar comum
senti-me um pouco perdido
quem sabe subnutrido
pela falta de idéias
pois como era fácil notá-la
em todos os meus escritos
senti-me até avechado
amuado ou mesmo esquisito
por não conseguir me livrar
da sua figura, seu riso
seus longos cabelos dourados
seus desconhecidos afagos
que eu bem sabia reais
seu jeito de travar o “r”
seu linguajar doce e meigo
me telefona “em” casa
e não telefona “pra” casa
suas aulas na faculdade
suas tarefas de casa
sua responsabilidade
pra não falar na sua cria
que isso já é covardia
por ser a imensa alegria
difícil de se traduzir
eu quero aqui me omitir
ou omitir isso tudo
o que passou foi um dilúvio
tal como a onda gigante
que deixou tudo distante
mas fertilizou o terreno
que seja isso, ao menos


Rio, 17/11/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 29/11/2006
Reeditado em 29/11/2006
Código do texto: T304343

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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