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Horas sem Amor...



O sol amanhece,
mas o galo não acorda
O relógio marca um tic tac incessante
Um som mortal de rajadas
De segundos mortais
O amor fica adormecido no irreal

Os minutos imperam como senhores
Do tempo fugaz, do silêncio de mora
Coabita o momento, primo irmão da era
Na atmosfera de vazios sem fim
O amor suspira anseios sem solução

Um dia inteiro, repasso eterno
Contraposto terno da candura ardil
Semear flores, colher joios, em horas a fim
ditames ferrenhos do senhor do tempo
esvaziando o santuário incólume
As horas passam, a plenitude avessa
O saber da alma que se arremessa
No precipício das nuances do breu
O amor ali estirado próximo à Extrema Unção

A morte é lenta e certa no dia a dia
Uma esquina casta profanada está
No vazio das horas que o silêncio abrolha...
O amor morre, mas sempre renasce...
Denise Severgnini
Enviado por Denise Severgnini em 29/11/2006
Reeditado em 29/11/2006
Código do texto: T304744

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Sobre a autora
Denise Severgnini
Novo Hamburgo - Rio Grande do Sul - Brasil, 57 anos
11345 textos (916682 leituras)
16 áudios (8882 audições)
311 e-livros (34109 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 08:38)
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