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dia décimo-oitavo

sol, mato, vida, poesia
os dias de sol me trazem alegria
eles acabam com a monotonia
porque são dinâmicos, ágeis, suspensos
porém me alegro também com a chuva
que me deixa quieto e me auxilia
a manter o controle sobre a fantasia
através de um momento de contemplação
de meditação, tendo a amada no fundo
de um pensamento que é oriundo
do pleno desgaste de uma emoção

preciso da chuva pra me acalmar
e me convencer sobre qual o lugar
que devo abrigar essa frágil estrutura
psíquica, física ou a impostura
de um ser vacilante, sem a estatura
que ela não pôde sequer conhecer
mas sei que a idéia ela pôde fazer
enquanto me teve no que foi possível
à frente de um reino inverossímil
constituído de três habitantes
a chuva assim é pra mim um calmante
pra que, protegido pela calmaria,
eu reúna as forças que sei que teria
se ela estivesse comigo aqui
no sol de novembro que não consegui...


Rio, 18/11/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 30/11/2006
Código do texto: T305333

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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