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Sob os domínios de Afrodite

Eu te amo...

Não sei dizer exatamente o porque,
talvez pelo teu sorriso,
quem sabe pelo seu cheiro...
entre o concreto e o abstrato querer,
ousadia em tentar desnudar teus pensamentos,
dançam estrelas em minha mente,
o sonho de te ter completamente,
embalam minha eterna procura.

Palavras mudas, olhares gritantes,
quantas noites mal dormidas,
entre sonhos e insônias constantes,
penso que vou enlouquecer,
é minha a culpa, se acaso isso acontecer,
quem mandou te amar assim?
se sábio for, fazendo-me por vezes tolo,
lembrando só de você e esquecendo de mim!

Esperando a sua clemência e misericórdia,
que venhas atenuar a dor incontida,
fazendo feliz o fim dessa estória,
minha "razão": luta comigo mesmo!,
ferida aberta que sangra a ermo,
estancar o sangue derramado, besteira!
é como querer tapar o sol com a peneira,
ou esconder a bela lua num total eclipse.

Há não bastasse a dura lida da vida!
ainda enfrento mais essa batalha,
que não tem vencedor e nem vencido,
nem armas e nem a morte,
se nos abrangermos: mútua sorte!
será um ataque de beijos,
os ematomas: puro reflexo dos desejos,
chagas no coração, sêde de prazer.

se assim acontecer, doce ensejo,
livre da solidão e seus horrores,
viva a paixão e seus ardores!
se semi-morto talvez me encontrarem,
rosto enluarado, nos lábios: vago sorriso,
saibam que ironicamente desfalecido,
estarei sob os domínios de Afrodite,
embriagado, flechado pelo cupido.

Mãos trêmulas, cabelos em desalínio,
palpitações, augustas dores, delírios
olhos fechados visualizando seu rosto,
iluminado pela dilícula tez, colosso!
ensaiando num abrir e fechar dos lábios,
um sussurro, que decifro sem esforço,
- Eu também te amo!
não morro, pois, viva estás em mim!
ressurretos, o eterno é até quando?
imortalizaremos o nosso amor assim.

Entre assaltos de prazer e lágrimas,
entre saudades, partidas e chegadas,
seja dia, tardes, noite ou madrugadas,
haveremos de incompreender as fugas,
nossos corações acorrentados, estão,
marcados pelo o estígma da paixão,
porto feliz é o destino...
nau e timoneiro,
não se importam com mau tempo,
sabem que o sol, e nem o vento,
afastaría-nos da volúpia das águas,
que passam aspergindo em nós o perdão.





Esau Saint Marie
Enviado por Esau Saint Marie em 30/11/2006
Reeditado em 19/08/2009
Código do texto: T306190

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Sobre o autor
Esau Saint Marie
Imperatriz - Maranhão - Brasil, 49 anos
55 textos (2310 leituras)
15 áudios (593 audições)
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Esau Saint Marie