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dia décimo-nono

nunca escrevi tantos versos
para uma mesma mulher
em tão curto espaço de tempo
tem nada a ver com talento
muito pelo contrário
já que a quantidade
de qualidade tem pouco
ficava eu como um louco
diante do computador
e ela do outro lado
a mostrar seu valor
nas coisas que me escrevia
e como é que escrevia
bem!
linda poeta alourada
será que acabaram com isso?
com os seus “latifúndios de mim”?
com a única flor do jardim
que eu quis regar e não pude?
com aquilo que amiúde
me preenchia o viver?
é dose ter que esquecer
que o passado não houve
é dose comer a couve
sem o arroz e o feijão
é dose o coração
botar pra calar e dormir...


Rio, 19/11/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 01/12/2006
Código do texto: T306314

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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