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Quando Eu Soube de Ti

Quando eu soube de ti,
meus olhos te decifraram
na enferma claridade do ocaso.
Tinhas nas mãos um tear de luzes
e os girassóis te perseguiam.

Deixaste impresso nos meus olhos
um lampejo de manhã
no esboço de um sorriso
e as violetas esquecidas,
outra vez, refloresceram.

Quando eu soube de ti,
o sino, tingido de arrebol,
timbrou teu nome
com sílabas de bronze
e o jacarandá do parque
chorou pétalas de céu
no trajeto inaugural...

Ah, revelação cruel:
eu pensava que era vida
a existência antes de ti!


Vaine Darde
Enviado por Vaine Darde em 02/12/2006
Código do texto: T307672

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Sobre o autor
Vaine Darde
Capão da Canoa - Rio Grande do Sul - Brasil
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