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o inseto e a aranha

era malvada, insolente,
desde o início
um gelo
rainha do desespero
concentração do cruel

janelas e pernas abertas,
dormia tão nua
em pelo
um dia o inseto entrou
e a sua pequena picada
se confundiu com o desejo

a fada fazendo careta
desperta na linda manhã
sorrindo da opereta
dos pássaros desde
bem cedo
ela agora era assim
bondosa e coadjuvante
concentração do calor
terna, nos lábios
só riso

e o inseto?,
coitado de mim,
fugiu de um modo impreciso
se escondeu no jardim
aproveitou que a janela
permanecera aberta

depois alcançou o telhado
sabendo que ali a aranha
não pode mostrar as entranhas
e nem construir sua teia
para depois se alegrar


Rio, 15/06/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 03/12/2006
Código do texto: T308176

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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