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Poema 0355 - Boa-noite


 
Deixo na boca, na minha boca, uma palavra solta,
um pedido que necessito fazer,
meus dentes mordem a língua avisando,
não tem sabor, não tem gosto de paixão alguma.
 
Boa-noite, meus sonhos, boa-noite meus segredos,
guardo-me em um pequeno espaço de tempo,
com o meu corpo quente e vazio,
trago comigo cada sentimento e não entrego.
 
Não preciso da cor vermelha da língua limpa de beijo,
sou ingrato, posso ser o que quiser quando vazio,
minha pele tem óleo das flores que um dia plantei,
nada queima em minha alma, em nada tenho amor.
 
Um dia serei todas as estações do amor,
quero ser o favo do mel que escorre sobre um corpo,
o sol que aquece a lua, como meu corpo n'outro nu,
necessito tocá-la com minha boca, como abelha à flor.
 
Guardo louco o êxtase das múltiplas noites sem amor,
os espasmos parados na saída da garganta seca,
líquidos que outra deixou congelar na ponta do sexo,
o sangue que já não tem porquê seguir até ao coração.
 
Deixem que decida mostrar meus sentimentos, me envolvam,
julguem-me como quiser, pedinte sou, mendigo serei,
necessito de calor que me faça ir além de uma vida parada,
que me arrastem para a beira da paixão, me toquem com amor!
 
11/07/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 11/07/2005
Código do texto: T32952
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas