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PLUGADO EM VOCÊ**

Se eu me ferir de corte
com palavras de ponta,
que seja pra te buscar
estrela que aponta
onde o dia se esconde.

Se precisar me grite
que lanço âncoras,
me faço ponte pra te alcançar.
Clamo aos anjos que desçam
e protejam seus passos.

Se quiser me faço barco,
abro picadas, novos caminhos.
Estou só, mas Deus acima
molda a paisagem,
faz o clima, o enredo
e guia meus desatinos.

Se precisar me ligue
me bipe, se comunique.
Estou só comigo e meus ais,
com o peito partido.
Estou só na contramão,
nos descaminhos da noite.

Me aceite, me receite
o remédio bendito,
o bálsamo pra minha dor.
Lance um sinal nos céus,
solte rojões, faça um escarcéu
que eu te busco onde quiser,
em Katmandu, Nepal
Freguesia do Ó.

Sou antena,
o internalta que aguarda
seu sinal na web.
Bata tambores,
dedique uma canção
pela rádio pirata.
Salte de pára-quedas
sobressalte-me, ataque.
Faça algo, me salve,
minha nave, minha ave maria,
minha sina e destino.


cp-araujo@uol.com.br
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 12/07/2005
Reeditado em 21/10/2006
Código do texto: T33419

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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