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PRESSENTIMENTO NU

Pressenti você
nos descaminhos onde andei:
mas era só um pressentimento,
assim, não te registrei.
Minha rota saiu do prumo
e de novo te percebi.
De novo, achei que era pouco
perceber, supor, pressentir.
Nas vezes em que meu amor
ansiava por fazer-se
do jeito que sempre supôs
que os amores deviam ser,
outra vez, sem muito aviso,
eu pressentia você.
Quando meu amor
já desistira de ser
e eu nem mais pressentia,
na estrada por onde eu ia,
apareceu-me você.
Descrente e mal acostumada,
quase te tomo de novo
por novo pressentimento.
Mas veja só, vida louca,
pressentimento que fostes
agora virastes matéria,
devidamente provada,
testada, comprovada,
repetida e adorada,
meu pressentimento sem roupa...
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 13/07/2005
Código do texto: T33932

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154018 leituras)
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Débora Denadai