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Poema 0366 - Gavetas da minh'alma


 
Quão pequena é minha vida e quão grande é o amor,
sou como uma pequena gaveta entreaberta,
nos vãos se vêem estrelas, luas,
muitas luas de muitos céus,
quase todos folheados de pérolas e prata,
como algodão, nuvens macias,
como teus cabelos afagados entre meus dedos.
 
Somos janelas por onde deuses nos olham o coração,
deixados um entre dois amantes, apenas um amor,
como se saltassem de um peito ao outro,
ainda que os sonhos sejam diferentes,
a paixão exala um perfume pouco suave,
que irrita e faz o corpo suar até colar de prazer.
 
Quando a alma foge do peito, é amor grande,
aquele que não resguarda, aquele que faz pular,
os olhos saltam quando vêem os olhos da amada,
não preciso ter nenhuma reação,
a pele queima ao simples toque,
o coração descompassa e o sol apaga ao meio-dia.
 
Deixei aberta a gaveta de todos os quereres,
também a janela da alma que um dia foi minha,
joguei fora as promessas que jamais cumpri,
jurei poucas vezes que te amarei para sempre,
quero ser eterno teu, até quão eterno seja meu amor.
 
19/07/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 19/07/2005
Código do texto: T35645
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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