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Poeta Vagabundo

Poeta Vagabundo
Eda Carneiro da Rocha

Sim, sou poeta vagabundo!
Tenho toda a dor do mundo para abortar minhas rimas,
cansadas, gastas, estranhas, de tanto sofrer!..
Meu parto gestado que foi de rimas de papel ,ao léu!
Custo a me convencer que Poeta Sou!

Se, realmente, for poeta
devo ser um eterno transeunte,
pedindo às estrelas que me emprestem
os olhos teus,
pois já não os vejo,
cansado demais que estou,
para abortar toda a dor do mundo!..

Minha pena já nada escreve...
Vou pedir emprestado
ao céu tudo o que sonhei,
para contigo ficar
e... amar!

Já não suporto mais o fel da ingratidão,
dá-me antes o mel dos lábios teus!
Dize-me, jurando diante desta lua
que já não me amas,
e, mesmo jurando,
não acreditarei!..

Pegar-te-ei nos meus braços,
pelas estrelas voarei,
espalhando nuvens douradas
ao nosso redor.

Digo-te mais uma vez:
Vagabundo sou!
Quero sê-lo,
pois o sendo
te darei este poeta vagabundo,
mas que é só teu!..

Eda Carneiro da Rocha
" Poeta Amor"

13/10/04



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Poeta Amor
Enviado por Poeta Amor em 22/07/2005
Código do texto: T36877

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Sobre a autora
Poeta Amor
Araruama - Rio de Janeiro - Brasil, 81 anos
398 textos (14774 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 12:26)
Poeta Amor