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Poema 0386 - Estranha idade


 
Estranha esta minha nova idade,
não sinto medo de sonhar, medo de sorrir,
aprendi que amar não é só querer,
os nãos devemos respeitar, dos sins até abusar,
acho que estou aprendendo a viver, viver o amor.
 
Não esqueci minhas lembranças no passado,
vesti alguns pedaços do presente e nada de futuro,
espero meus olhos brilharem por uma mulher,
não pela nudez, mas também e por sua alma,
que minha pele queime como de um amante comum.
 
Voltarei a ser criança a cada paixão nova,
habilitarei o meu coração para a felicidade,
ficarei cruelmente ingênuo quando apaixonado,
insano quando faço amor,
receio a desilusão, o desprezo, minha solidão.
 
Estranho este meu despir de um passado tão recente,
andei por corações que já esqueci, corpos que usei,
paixões que um dia pensei serem para sempre,
rasguei velhos escritos de juras que não cumpriram,
não mudei de corpo, apenas limpei minh'alma.
 
Quero voltar a amar, voltar a ser sonho de alguém,
tenho meus próprios desejos, minha fome, a gula de ser feliz,
preciso derramar meus suores em um corpo nu de paixão
e me apaixonar, nu de amor e amar, nu de desejos e gozar,
quando uma última palavra sair da boca, deverá ser um ''te amo''.
 
29/07/2005

Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 29/07/2005
Código do texto: T38597
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas