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Poema 0388 - Minh'alma


 
Nenhuma dor é infinita e nada vai além da alma,
somos reflexo da morte, luz, enquanto vida,
qualquer força juro ser minha, mas nada, tudo é amor,
que me inflama a alma, mostrando minha tanta paixão.
 
A ignorância do meu fogo forja minha solidão,
viro vento em meio a um deserto seco de sentidos,
meu egoísmo é areia que entra pelos olhos até à alma,
quem me fez homem é um outro igual: Deus...
 
Qual amor colocará luz nas minhas sombras?
Deixei-me vestir de tantas paixões falsas ou eu serei falso?
Alguns poucos sentimentos não são meus, apenas caminham...
Sobre um corpo que sonha em não ser apenas um fantasma.
 
Minha alma não me satisfaz com a pouca visão do amor,
os instintos de sobrevivência descem dos céus, sejam quantos forem,
meu orgulho já não caminha junto como minhas verdades,
abandonaria o amor, a alma, a paixão, se não fosse meu Deus.
 
Entrego-te, Pai, minh'alma, que é de tua propriedade,
deixa que beba da tua alegria na taça dos escolhidos,
dê-me a suavidade, a compreensão que falta aos meus sentidos,
não deixais que a beleza, nem o amor separe o corpo do coração!
 
01/08/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 01/08/2005
Código do texto: T39492
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas