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Poema 0393 - Tributo


 
Hoje acordei com meu dia no fundo do olho,
onde tem a luz do sol e de todos os amores,
o calor que outra paixão esfriou depois do abandono,
ainda ouço gritos dos momentos sem gozo,
é como um morrer solitário, sem corpo, sem alma.
 
Olho fixo as mãos que agora me cobrem o rosto,
já não me desespero, o medo passou entre os dedos,
também a luz, um reflexo de sol em forma de carinho,
aos pouco volto a sonhar desejos do corpo,
entremeio as pernas, ondas se entrelaçam aos atos de amor.
 
Deixo que minha alma siga um caminho desconhecido,
guardei as lembranças em uma caixa sem fundo,
hoje me aproximo das loucuras, mais dos seus beijos;
quando voltar a sonhar não quero apenas horizontes prometidos,
quero o mar deserto de ondas, o deserto sem mares de areia.
 
Poderei carregar a vida em um emaranhado de sonhos,
temo perder a fé, a vontade que move meu destino,
seguro firme meu corpo à beira destes abismos,
tem todos os deuses e céus que lhe protegem a alma,
peça silêncio quando minha boca tocar seu corpo sem respeito.
 
Ontem virou uma sombra que mal recordo a cor da pele,
quero você amante, a mulher com gosto de volúpia,
desejos que fazem o cio correr entre os dedos longos;
reclinada na cama alimenta de prazer meu corpo quase inerte,
os suspiros fazem renascer o amor entre um e outro êxtase.
 
Deixe as melodias para os anjos d'outros céus,
toque-me o rosto com as mãos que voltam a me proteger,
as lágrimas foram os poucos suores que me restaram na alma,
hoje amante me reverencio aos seus segredos silenciosos,
em meus gritos louvo o amor e sua paixão que me alimentam.
 
04/08/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 04/08/2005
Código do texto: T40220
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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