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Poema 0395 - Pescador


 
Sou pescador deste silêncio que vem da sua rede,
meu rio vem em gotas de lágrimas que foram desejos,
antes colava nossas metades, ainda assim ficavam ao meio,
então parei os sonhos e fui, parti rio abaixo da minha loucura.
 
Marquei todas as luas que foram de boas pescas,
voltei todas as noites como um amante sedento,
debati entre suas cobertas, como se fossem águas,
dei-lhe uma viagem de mel e minha paixão ficou.
 
Ficamos à beira do rio que chamamos de vida,
acendemos a fogueira da razão depois que fizemos amor,
o anzol do despreparo fisgou o peito, abrindo o coração,
o amor se foi, ardendo os olhos como fumaça de folhas verdes.
 
Voltarei ao meu rio para ser a pedra da margem,
que o vento remova as folhagens que ficaram na nossa cama,
como o pescador à beira deste leito silencioso,
deixo para depois da lua que o sol queime os sonhos.
 
05/08/2005

Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 05/08/2005
Código do texto: T40446
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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