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LUAS NOS PÉS DESCALÇOS

“Viver é todo dia se inventar... Inventar o real é conquistá-lo...”
Dizer sim, dizer não. Lya Luft, Zero Hora , 09Ago2003.


Tua voz na madrugada
é um canto aos ouvidos antigos,
sempre confinados ao Belo.

Chegas em boa hora, talvez no vento,
no cicio de música na minha janela,
o que sempre dá um pouco de medo,
libertando perdas escondidas na infância.

Sobrevivem imagens, inéditos poemas,
- mais meus que os de outros -
que já respiravam sozinhos.

Estas paisagens vivas lembram um pouco
os desterrados invernos, suas chuvas e ventos,
homens com seus capotes, parecendo ursos,
e mulheres (sempre elas!),
assustadas gazelas disfarçadas de raposas.

E luas nos meus pés descalços,
barcos nunca chegados ao destino.

Do livro OVO DE COLOMBO. Porto Alegre: Alcance, 2005, p. 42.
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 09/08/2005
Reeditado em 26/09/2005
Código do texto: T41370
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
2581 textos (709708 leituras)
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Joaquim Moncks