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DECLARAÇÃO DE AMOR AO MEU MODO







Lembra-te de mim:
Sou aquele que tenta não te esquecer
E se deixa, atônito, esperando a tua volta que não acontece.
Farto de dias, escondo-me por entre tuas figuras
E me canso, e me bato, prisioneiro que sou de uma ilha deserta
Onde não acho escrito o teu nome.
Lembra-te de mim, amada, não te esqueças.
Amarra, se quiseres,
Um pequeno barbante na ponta do dedo
De forma que não esqueças aquele que te aceita.
Faça de conta que sou teu aluno, mau aluno, que perturba
Tua aula e corre entre as carteiras
Apagando as letras de tua lousa.
Me quedarei em brasas, aguardando a sentença de tuas mãos.
Aguardarei tesouros, abraços antigos, flores que ainda não estão mortas.
Lembra-te que sou tua figura, mal desenhada,
Simetricamente desenquadrada
Alheio a outros cantos escondidos
Onde, entre penumbras, me comprometi contigo.
És minha trilha, sou teu sol.
Caminhemos juntos em direção ao abrigo
Celebremos juntos esta grande criação chamada vida
E bebamos da mesma água, saciemos nossa sede
Mesclados no mesmo filme colorido e interminável.



PHYLOS
Enviado por PHYLOS em 16/08/2005
Código do texto: T43105

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Sobre o autor
PHYLOS
São Paulo - São Paulo - Brasil
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