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Poema 0417 - Seu veneno


 
Pra mim, tentei voltar todos os dias,
não me encontro mais,
desde o dia em que fui pra você,
estou pelo meio,
dividido entre sua paixão e seu veneno,
talvez volte,
não que eu queira desatar estes nós,
fiz você minha fantasia não só de um dia.
 
Peço para me encontrar na esquina,
na mesma que roubou minha vida,
preciso que não me devolva,
não quero a cura deste sentimento,
o que muitas vezes dói é sua ausência,
fico um pouco escuro,
sei que ainda é dia na minha paixão,
é só o que sei.
 
Em você, se algo mudou,
não sei...
não preciso perguntar, não quero resposta,
deixa minha agonia,
meu corpo está sedento ainda mais,
quero mais deste seu veneno,
sou pequeno, não me sinto sem você.
 
Hoje o sol maltrata minha pele,
a noite é a vez da lua;
se beija, não sinto a boca,
se me matar, ainda assim não morrerei,
não estou aqui desde que me levou embora,
muitas vezes penso que dói,
mas depois acordo e é luz do dia.
 
Nada é mais que meus sentimentos,
talvez qualquer hora peço que venha me ver,
mas não me devolva,
não hoje, agora sei o que sinto,
provei do seu veneno,
agora não tenho que morrer,
é assim o amor
e não tão pequeno quanto a vida.

23/08/2005

Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 23/08/2005
Código do texto: T44474
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas