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DOS DUENDES SEM NOME

A Grande Dama
recobriu-se de ausências:
pingo de chuva no olho de Eros.

Suspiros pelos cantos.
Também algumas fugas,
flores
ventos noutros quintais.
Nem sempre nos lençóis.

A anônima flor sibila
cochicha ao ouvido
— Ama–me ou te devoro!
 
Amor: signo dos duendes
inominados
nos jardins dentro de nós.

– Do livro BULA DE REMÉDIO, 2005/2009.
http://www.recantodasletras.com.br/poesiasdeamor/44811
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 24/08/2005
Reeditado em 02/06/2009
Código do texto: T44811
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
2581 textos (709672 leituras)
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Joaquim Moncks