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O BADALO E O SINO
*


Quando busquei um novo amor,
reuni frações de paixão em utopia,
preciosas em detalhes como flor,
sentimentos que a mim extasia...

Detalhes que não se aglutinaram,
esvaíram-se igual leviana poeira,
tristemente se exauriram,
num inóspito vendaval; eis-me sem eira...

Restaram somente resquícios de quimera,
dum pseudo-amor outra vez perdido,
nada mais tendo a justificar ou desculpar,
sem outra razão por ter existido,
assim não mais insistindo em amar.

Livres estamos,
igual um badalo de sino,
suspenso e solto,
mas eternamente aprisionado
contra suas próprias paredes!



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(dedico a Silvana Marini)

*














 Maurilio Gabaldi Lopes

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(Trímono - GABALDISTA)


CARDÍACOS EVAPORADOS!

Eis a lei do contato,
Inerte & impulsionado.
Abalroando* quando tocado.
Termos,
tempos encantados!




Abalroando*- Gerúndio do verbo abalroar,batendo)





















 
Facuri
Enviado por Facuri em 09/12/2013
Reeditado em 28/09/2015
Código do texto: T4604300
Classificação de conteúdo: seguro
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