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Poema 0430 - Ausência


 
Andei ausente dos meus sentimentos,
não senti falta de outra pessoa, não tanto,
precisava apenas lembrar de certos dias,
como uma lembrança branca povoando minha mente.
 
Voltei o tempo e não funcionou, adiantei o relógio,
não roguei as noites ou amaldiçoei a solidão,
matei minha parte ignorante e então senti falta,
são lástimas do ''eu'' ausente dentro de um outro amor.
 
Voltarei um dia destas longas ausências,
inventarei um sorriso para cada face de amor,
escreverei frases, todas de nus, de vidas,
ninguém rouba uma nudez explícita na minha mente.
 
Não grito meu amor ao mundo, na ausência ele resiste,
voltarei por detrás de outro corpo para provar,
aquele que amo não se perde pela distância do coração,
dirás o que fazes, direi o que sou, jamais ausentes.

31/08/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 31/08/2005
Código do texto: T46448
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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