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SAUDADE DESTE HOMEM

Esta casa que é minha
que em cada objeto aninha
um algo de meu, um sinal
de quem mora nela afinal;
este canto que eu encanto
com minhas rezas, talismãs,
onde eu grito, rio, canto,
não acorda mais de manhã.
Esta casa expõe, escancara,
o que meu sorriso mascara,
a ausência que me dói,
a tua falta, que me corrói.
Esta casa, desde a entrada
anda sentindo a falta
do teu cheiro, tua risada,
dos amores em noite alta,
dos amores pela manhã.
Esta casa que é pra ser minha
grita detrás das portas
“Quando é mesmo que ele vinha?”
O teu amor me bate na porta,
não me vem sangue pela aorta,
e nesta casa que é minha,
onde é bom estar sozinha,
junto comigo, a tolinha, 
vai ficando meio morta.
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 31/08/2005
Código do texto: T46583

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
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Débora Denadai

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