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NOVOS ABRAÇOS

Como princípio deste confesso
instante,
digo-te, que chorei sim, com tua
partida.
Creio que nada adiantou
chamá-la repetidas vezes.

Não foi somente um dia que lamentei,
mas, por uma vida toda e, até hoje,
a recordação do que aconteceu,
aida magoa.

mesmo de joelhos em minhas
invocações,
as luzes se apagaram,
não enxergo mais nada
e, o socorro não chega.

Neste estágio inundante,
parece que me encontro
completamente submerso,
sem poder respirar...,
deixando não sei onde,
as poucas relíquias
que nos envolveram.

Lastimo apenas o que
não realizamos,
coisas simples
que pertencem somente
aos amantes...

E agora,
o que desejar do inexistente,
se não relembrar os momentos
que meus pensamentos
se recusa em jogar fora?

Vou fluindo sem rumo certo,
bebendo o licor da saudade.
Preciso uma razão para viver,
desvencilhar-me dos braços
do passado e me estreitar
em novos abraços.
Wil
Enviado por Wil em 01/09/2005
Código do texto: T46738
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Sobre o autor
Wil
São Paulo - São Paulo - Brasil, 81 anos
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Wil