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Poema 0441 - Jardim


 
No meu jardim de ruas estreitas,
caminhei entre folhagens nuas de vida,
só eu tinha luz,
um brilho que ao lado refletia alma,
andei de mãos dadas com meu destino,
eram ruas curvas, estreitas, às vezes,
mas tinham sentido de vida.
 
Andei através de versos falados,
ouvi vozes ao longo desta estrada,
uma luz que guiava o caminho,
o incerto e o não incerto,
é um amor que me guiava,
usando seu destino para desenhar o meu,
uma mulher me levava pela mão.
 
Giramos em volta de um espelho d'água,
a vida jorrava forte,
sentamos entre árvores robustas,
disse do amor,
ouvi o amor,
não prometemos nada, nem amar, já que amo.
 
Voltei pelo mesmo caminho,
já existe um novo ''eu'',
resiste um céu que comecei a desenhar,
uma saliva quente que ficou na boca,
não são restos de sabores,
é a essência nova da qual brotou paixão.
 
Quando acordar amanhã, será hoje,
o mesmo caminho, você,
o mesmo espelho d'água que batizou amor,
voltaremos todas as vezes que não sonharmos,
passou o dia,
agora é noite e ainda... amor.
 
08/09/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 08/09/2005
Código do texto: T48620
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas