DEIXEI DE...

Revelo que sou réu confesso na

execução de meus cuidados nesse

mundo maravilhoso do sentimento,

deixei de tornar mais real o amor por você

que sempre trouxe arraigado em meu coração.

Deveria com frequência e dedicação te abraçado

além do que abracei, ter beijado inumeráveis vezes,

ter proclamado que sempre te amei muito

mais do que dez mil vezes como demonstrei.

Deveria passar as noites em claro muito

mais do que passei ao seu lado para evidenciar

a legitimidade do afeto que me envolvia, tão

concreto que acabei não expondo o meu

mais profundo eu daquilo que conheceu.

Deveria ter um vago e louco olhar mais do

que tive, ativar minha infiel memória para

que meus olhos não toldassem a razão,

perdi o reto grau de intensidade do amor

e me tornei um patenteado devedor...

Deveras, confesso que não dei estruturara

cabal e absoluta para o plantio de flores,

apenas tornei muito mais sólido presentear-te

com centenas de corbelhas ornadas com

lírios brancos, por isso deveria ter pompeado

o amor muito mais do que ostentei...

Wil
Enviado por Wil em 01/10/2014
Código do texto: T4983098
Classificação de conteúdo: seguro