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Poema 0464 - Um dia de amor


 
Era para ser apenas uma manhã sem sol,
sem sal, sem relógio, sem tempo,
um dia no qual apareceu uma névoa atrás do corpo,
surgiu um grito depois da música que ouvia,
era uma voz de mulher que chamava meu nome.
 
Vi-me subindo na primeira nuvem que passou,
beijei uma boca que já tinha meu gosto,
sorri com toda a felicidade que guardei,
abracei um corpo ainda vestido com minha paixão,
voltei para a cama e a embrulhei em um lençol.
 
Limpei seu corpo da saudade que cresceu,
lavei seu rosto com líquidos mornos do prazer,
satisfeita, beijei sua boca ainda sem ouvir o ''te amo'',
lambi dos seus olhos a última lágrima,
não era sal, era sabor de amor, ternura da alma.
 
Enrolei meu amor em pedaços do meu corpo,
espalhei por sobre a cama desarrumada,
enquanto rolamos, fazendo amor, dei-lhe carinhos,
entreguei, me entreguei ao prazer, junto a alma,
subjuguei meus sentimentos, era paixão, toda ela.
 
Voltarei a sonhar outro dia e outro, hoje é amanhã,
até quando o amor me fizer ir além, lhe quero,
amo como um simples amante, louco como amo,
quero-lhe impura nos meus dias comuns,
te amo e a visto com amor deste louco meu amor.
 
23/09/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 23/09/2005
Código do texto: T52965
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas