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Minha boca busca a palavra pura,
que cobrirá meu coração desnudo
quando ele queira dar toda a doçura que antes
quis entregar, e não pôde.

Meus pés buscam uma trilha,
que termine onde termine, me levem e não me tragam mais.
Quero me achar, quero me perder. Não sei onde, nem em quem.

Nos meus braços um vazio, espaço não preenchido.
Um som sussurrado que falta em minha voz, e no olhar,
a ausência da imagem de um grande amor. Minha quinta estação.

E, quando já quase faz parte de mim essa solidão,
me aparece você, sem se anunciar. De repente, brisa fresca.
Me deixa atônita por ter sido recebida.
No momento em que o mundo balança,
abrir-me para o infinito do teu prazer.
Sentir que amar é quando nunca é tarde
para abrir meus braços para que te lances neles, calma e docemente.

E, como é bem de mim. Te amar sem te invadir.
Te falar, sem me trair. Te possuir, sem, tem prender.
Te achar, sem me perder.
O que encontro de maior? O encontro maior é estarmos de acordo em relação ao desejo do alimento essencial.
TCarolina
Enviado por TCarolina em 04/10/2005
Código do texto: T56679
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Sobre a autora
TCarolina
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 41 anos
59 textos (3591 leituras)
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TCarolina