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Poema 0485 - Noite, negra luz do amor


 
A noite é minha fonte, minha vida,
sinto seu gosto no vento,
visto-me com a nudez do mundo,
penteio os cabelos com os dedos do destino,
que só na madrugada sorri,
verdadeiros, amigos somente, eu e a noite.
 
Descalço sinto as pedras das ruas sob os pés,
o calor da tarde ainda queima
como a paixão antiga que ensina,
volto alguns dias na minha vida
e a lembrança não vai além de uma dor forte...
volto meu rosto para frente da vida, ainda é noite.
 
Logo vai chegar a madrugada,
ainda tenho a noite como amiga,
quando este rei me envolver de luz,
não saberei explicar tanto escuro,
não, não o sol, não a luz quente,
o amor... neste as sombras são quase eternas.
 
Beberei pela última vez desta fonte,
sorvo cada gota deste escuro sem fim,
tomarei os braços da manhã como de amante,
beijarei as horas, os minutos que faltam,
volto a amar, volto a ser brilho,
gravo seu nome entre luzes jamais vistas.
 
Que não leiam meus versos antigos,
todos aqueles que falam dos antes negros dias,
falo de amor, não d'outras noites,
preciso ler o coração que amo, a luz,
nos daremos apenas, sem mas, sem nãos,
até que um dia a luz seja plena, apenas plena luz.
 
11/10/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 11/10/2005
Código do texto: T58792
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas