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PUTANJO

Como meu anjo delicado
pôde se tornar uma puta doente?
não sei oque fazer agora
com o amor que estava guardado

Foi a puta de meus amigos
de meus irmãos e meus inimigos
Chorei sob consolo da chuva
estive mais morto
do qualquer outro dia

Tenho que matá-la
mesmo que contra minha vontade
Toda noite sonho que fui enterrado vivo
 Mas é oque ela fez comigo
deito sem saber se verei o amanhecer
acordo sem esperanças
de olhar solitário o por do sol

Na gaveta um revolver e um biblía
qual dos dois pode me ajudar?

falam tanto de mim
que fico até curioso em saber
com que velocidade
se espalhará a notícia do meu suicídio

Ela dirá que não teve culpa
que ninguém poderia obrigá-la
a gostar de quem não gosta

Mas minha vitória
estará no arrependimento de cada um
Vivi numa neblina venenosa
deixando pegadas de sangue
As pessoas sempre achando
que eu gostava de complicar as coisas

Se soubesse de tudo
nunca teria beijado ninguém
quem sabe assim eu vivesse mais

Pior é morrer assim
sem ter aproveitado a vida
vendo que a minha morte
não causou o impacto que eu previa

Noticía de Picarelli e primeira hora
é honra demais para meu ex-anjo
saber que alguém lhe deu o amor
e não achando o suficiente
deu a própria vida também

Não foi passional foi frio e calculado

"ELE DEVIA TER PROCURADO TRATAMENTO,
ALGUÉM QUE FICA ESCREVENDO ESSAS COISAS,
UMA HORA OU OUTRA,ACABA DANDO NUMA DESGRAÇA DESSAS".





pedro carmo
Enviado por pedro carmo em 18/10/2005
Código do texto: T60752
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Sobre o autor
pedro carmo
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 34 anos
172 textos (5174 leituras)
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pedro carmo