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Poema 0496 - Reinício


 
Você é minha hora mais tranqüila,
meu sonho quando voltava da vida,
tinha um nó que desatou,
na garganta ficou um gosto de beijo,
um carinho que entrou e me levou a algum céu
ou será seu amor minha terra?
 
Você é a amante que mexe meu corpo,
que vira minha alma,
que chora quando falo de amor,
as lágrimas, ah... suas lágrimas,
molham minha saudade que chora quando não a vejo,
não maltrata, não dói, apenas me leva à sua procura.
 
Tem um meio inferno delicioso no seu corpo,
um caminho que abro com meu desejo,
arrasto-me e lhe arrasto no caminho do prazer,
sorrio quando sorri...
meu gozo, meu êxtase que grita dentro dos corpos,
no beijo que dei, do amor que ganhei.
 
São altas horas jogadas fora entre a cama e a rua,
o caminho que fazíamos à procura do outro,
o sentido dos sentimentos que encontrei,
um sentido de vida,
uma delícia de encontro quando a saudade vai,
saindo pela boca o beijo que grita por sua boca.
 
O ''te amo'' que despeja depois de fazer amor
é como os suores, molhando o dia que sonhamos,
escorrendo nos lençóis do nosso lugar.
Assim que depois de tudo e acima de tudo, amo,
como se fôssemos nada mais que um começo,
um reinício depois de um dia, um sol, uma vida...
 
18/10/2005

Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 18/10/2005
Código do texto: T60894
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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