Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

loura-besteira

ô, loura-besteira
andando dessa maneira
pela Sernambetiba
ô, loura, besteira
é o que queres que eu diga
ô, loura-besteira
paulada na minha moleira
por ter nascido indefeso
da tua maneira de andar
ô, loura-besteira
esse teu rebolar
me faz cair na asneira
de ter o que desejar
ô, loura-besteira
coceira que dá no meu pau
só de te ver de avental
e eu, o mordomo do Rei
ô, loura, eu sei
que és muito mais que ser minha
não és sequer a rainha
isso é lugar comum
se és uma filha de Ogum
então não há lugar nenhum
que eu passe e não possa te ver
ô, loura-besteira
quero uma espreguiçadeira
pra no colo meu te botar
ô, loura-besteira
quero te ensaboar
depois passar na peneira
pra ver a granulometria
ô, loura-besteira
meu amor não seria
do tamanho do céu
mas bem que eu até poderia
ser como aquela pulseira
que o teu braço iria usar
ao menos até sexta-feira


Rio, 23/08/2007
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 23/08/2007
Código do texto: T620098

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
6796 textos (147411 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/10/17 21:04)