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Caminho da ilusão

Pela manhã, tomava o café, atrelava
O cavalo e começava aboiar, sorridente o mais
Velho peão parecia não apenas sorrir, mas cantar
Tocava o berrante e o mais arredio do gado
Punha-se em procissão a caminhar.

E eu dizia-lhe: quanta poeira companheiro
A gente atrás do gado tem de enfrentar!
Ele poeticamente respondia, sufoca minha alma
Alivia minha dor e satisfaz o  meu pobre coração...!

Eu nada mais o perguntava, em meu mundo me trancava
E no silêncio da boiada percorrendo o estradão
A todas as estâncias como menino chorão eu olhava
Solicitava a Jesus Cristo tudo que eu mais precisava:
Alegria e felicidade, e para uma vida melhor, amor e compreensão.

O tempo passou, o cavalo morreu, da estrada empoeirada
O gado desapareceu, o peão restringiu-se às festas de rodeio...
O gado que nos chega, vivo ou morto, vem sobre quatro rodas
O que poda deste pobre poeta a mais doce inspiração...

R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 26/08/2007
Reeditado em 26/08/2007
Código do texto: T624417
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso

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