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Nervoso



O dia era algo frio
apesar do coração ardente
encostado ao muro sem lamentações
sem chama e sem pretensão
à procura de um amor sadio

E depois, apenas silêncio
o pudor de esconder a nobreza dos sentimentos
apesar da tranquilidade sustentada
na garantia de uma confiança sem limites
a prova de todos os tormentos

Tudo foi evidente na penumbra de um olhar
fugidio e esquivo sem saber
tudo se conseguiu encadear
na ternura e pujança do sentir
da incandescência apesar da simplicidade

Senti-te o cheiro inebriante mesmo à distância
a voz rouca e emocionada
o coração prestes a saltar do peito
tudo entranhei fundo
sem me conseguir libertar
este amor doce e tão violento
por faltar
a respiração
a rotina de um olhar
a vida a dois para poder lutar.

E a Vida quando vai mudar?
e se a morte aparecer entretanto?
tudo assim tão repentino
o que fica por fazer
possuir-te o corpo depois da alma

E ao lembrar-me daquele dia frio
envolto numa memória de verdejantes paisagens
invulgarmente simples como foi conhecer-te
com o amor a envolver a loucura
o coração respirando de novo

Tenho medo de não chegar a tempo
por isso entro assim em ti
possuo-te enfim.
E os fluidos vitais renascem por fim
a alma revitaliza
e tudo se tranquiliza
mesmo que afinal não tenha saído do purgatório…
Manuel Marques
Enviado por Manuel Marques em 30/08/2007
Código do texto: T631269

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Sobre o autor
Manuel Marques
Espanha, 45 anos
548 textos (59021 leituras)
50 áudios (13973 audições)
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Manuel Marques