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Letras 0148 - A morte do poeta



 

Às vezes o amor pára no meio da vida,

é como sonhar um ontem e nunca amanhecer,

o sol está longe, a lua já não existe,

ainda com vida a morte começa a rondar.

 

 

Quisera ter mais amor para dar ao amor,

escrever palavras no coração d'outro,

fazê-lo sonhar, viver com paixão de verdade,

mas apagam a vida, tento, escrevo e apagam.

 

 

Atraído pelo belo, acredito em promessas,

ela me embriaga com razões absolutas,

diz-me ser dona e fala de amor,

não estou, jamais estive naquele coração.

 

 

O vento dança nas cortinas ainda fechadas,

as promessas se quebram no meio das frases,

o sagrado morre ao toque das mentiras,

perco-me em outras terras muito distantes.

 

 

Morre mais um poeta, apagam-se as ilusões,

o jeito suave se perde entre folhas secas,

agora sou parte de um desconhecido mundo,

de errantes, vagabundos e poetas loucos.

 

 

Deixo minha carne, minhas escritas,

não apaguem minha letra tatuada na terra,

este não é o mundo que o poeta sonha,

talvez vou estar entre anjos, só talvez...

 

 

31/08/2007
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 31/08/2007
Código do texto: T632630
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 69 anos
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