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Pudera eu...

Pudera eu te erguer uma ara
No firmamento
E teríamos a Lua
Como local de culto

Pudera eu te oferecer
A pérola mais rara
E terias Vénus no teu anel
Brilhando com todo o vulto

Pudera eu ter sido rei
E terias a teus pés
Riquezas nunca conseguidas
Despojos de Reinos
E restos de Impérios esquecidos
Sonhos sempre inacabados
Infâncias floridas por moradas
Alegrias como convivas
Em tantas festas
Doces
Beijos
Sucessos de magia
Paixões funestas mortas
E prazeres em demasia.

Pudera eu ser mais do que homem
E teu nome
Seria o de muitas estrelas.
Dos teus cabelos
Se faria essência de núvens
Dos teus olhos rios
E das tuas palavras
Canções belas.
Do teu corpo nasceria vida
Que te adorasse
Lugares de amor
Onde se vivesse
Onde se risse
Onde se louvasse
Novas vidas
Nascendo para a fortuna...


Mas não tenho nada
Para te oferecer
De minha existÊncia
Tão sombria.

Não sendo nada
Do que poderia ser
Apenos tenho
Como oferta
Este poema
Que imaginei
E minha paixão
Sempre mais desperta.
Gilberto Cardoso
Enviado por Gilberto Cardoso em 01/09/2007
Código do texto: T633400

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Sobre o autor
Gilberto Cardoso
Portugal, 48 anos
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1 e-livros (54 leituras)
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Gilberto Cardoso