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Eu, o sábio chinês e o amor

 

ele sofria ao andar pelas as ruas a procura da sonhada fruta que queria,

olhava só as mulheres de lindos corpos e por lá a felicidade não vinha

pensava ser a mais linda, bem alta, de belos sorrisos a que tanto queria

achava ter o caminhar mais lindo e esperava que um dia ela o chamaria

voltava para casa só, dormia e sonhava e só depois, percebia que sofria

em seu sonhos ele olhava, ela vinha, que bela mulher como ela era linda

ali nada fazia, apenas sentava em uma pedra, hora chorava, hora sorria

e ela dançava, cantava, mandava beijos de alegria e lá o chinês só dormia

quando acordava ia as ruas a sua procura, queria tanto e a Buda ele a pedia

o dia acabava, lâmpadas ascendiam a dor chegava, onde estava, como doía

ele dormia, sonhava e lá ela dançava, acordava e de sua mente nunca saia

um dia num dos seus sonhos ela não veio, em seu lugar apenas eu apareci

vim andando eu sua direção, não vim dançar, só queria algo lhe mostrar

sentado, ele apenas olhou, colocou a mão no rosto e nesse sonho suplicou

Falei a ele que antes de chorar por muitas vezes pensei também querer amar

neste seu sonho, não quis acordar, percebi que lá queria muito me escutar

contei a ele tudo que meu pai falou sobre o segredo do verdadeiro amor

ele sorriu e desse sonho saiu, abriu os olhos e pensou em alguém para amar

sentiu um ar chegando, o amor se aproximando e um calor lhe penetrando

se sentiu mais que nunca amado por alguém que não esteve em seu passado

não pensou na cor da pele nem na forma do seu corpo só no beijo esperado

e assim sempre amado ficou o chinês que muito sábio e agora apaixonado,

ela não era a mulher dos seus sonhos e sim a da sua vida e encontros.

Paulo de Tarso Itacarambi
Enviado por Paulo de Tarso Itacarambi em 02/09/2007
Reeditado em 02/09/2007
Código do texto: T634996

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Sobre o autor
Paulo de Tarso Itacarambi
Poá - São Paulo - Brasil, 57 anos
433 textos (25548 leituras)
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Paulo de Tarso Itacarambi