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O Trágico Resultado do Terrível Gelo Imposto por Andréa

Qualquer música de amor me faz sofrer
Porque me lembram de você
Que não está aqui, que não ficou comigo
Que me preencheu só pra aumentar o meu vazio
Que me amou só pra me deixar saudade
Que me iludiu pra satisfazer sua vaidade
Qualquer música de amor
É uma ferida, uma dor
Que não cicatriza, não se cura e me escraviza
À sua lembrança
Aos nossos passos, às nossas andanças
A nossos caminhos agora tão separados
Cada um por si, cada um pra um lado
E você foi embora, carregando os meus pedaços:
Outros braços não têm seus abraços
Outras bocas não têm os seus beijos
Por mais que seja isso que eu desejo
Outras mãos não têm o seu toque
Mas por mais que eu te goste
Isso não é suficiente
Você se foi tão de repente
Tão fácil, tão indiferente
Como se nada houvesse entre a gente
E talvez não tivesse havido nada mesmo
Além de meu coração caminhando a esmo
Por estradas solitárias e frias
Por ruas molhadas e vazias
Chorando desbragadamnete porque afinal a chuva esconde as lágrimas
Que descem inundando tudo
Os mares e o mundo
Num oceano de Eu Te Amo
Mesmo só e mesmo longe
Te buscando nem sei de onde
Percorrendo o arco-íris incolor
Das canções de amor
Atrás do pote de ouro que guarda seus sorrisos
Sua voz em meus ouvidos
Seus sussurros e gemidos
Seu rosto contraído
Sua respiração quente rápida rente
Seu sexo fremente
Tudo isso escondido
Em algum lugar no Paraíso
De corpos enlouquecidos
De almas apaixonadas pela inocência
De quartos obscurecidos
Pela saciedade e sonolência
Era só um sentimento
Mas sem você virou tormento
As rubras pétalas de um ferimento
Avivado por qualquer canção de amor
Que açoita meu peito e faz doer
Me respingando de você
Numa doença que não sara
Numa loucura que não para
Sem você minha luz é breu
Sem você não sou mais eu
Meu pensamento é todo teu
Da primeira à última vez
Fervendo meu sangue e arrepiando minha tez -
A maldição dos momentos que viram lembranças
Dos sonhos que morrem crianças
Das cruzes pesadas demais
Dos instantes perdidos sem paz
Torturados pela inclemência do Desejo
numa Dor-Tristeza-Desespero
- Será que ainda se lembra dos meus beijos?
Da cabeça repousada em meu peito?
Doloroso esse amor do seu jeito
Desse jeito que esquece
Que some que desaparece
Não se despede nem deixa recado
Mas deixa meu coração espatifado
Em milhares de pedaços
Eu sem saber o que faço -
Esquecer ou implorar?
Sofrer ou me arriscar
A perder tudo que nunca tive?
É um abismo ou um declive?
Talvez a única cura pra ferida
Seja mesmo a palavra proibida
Bendita ou maldita -
Isso só sabe Deus
Só sei da dor que trago no peito meu
O gesto final é seu
- Então me ame
Ou me diga Adeus!
Lady Loen
Enviado por Lady Loen em 05/09/2007
Reeditado em 18/09/2007
Código do texto: T639738
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Sobre a autora
Lady Loen
Taubaté - São Paulo - Brasil, 41 anos
109 textos (18644 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 20/08/17 18:28)
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