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Por que inventaram o céu?

Não enaltecerei estrelas,
Nem, tão pouco, contemplarei a lua.
Talvez dirás: -Que asneiras
Que saem da boca tua!


Ora, direi que vi mais do que estrelas,
Que vi um brilho maior que o da lua.
Tanto ao longe eu admirei ao vê-las,
Até proibi meus olhos de com este utópico brilho sonharem...
Hoje deixo estes astros me admirarem!
Mal sabem eles que os meus olhos brilham por causa da boca tua.

Pobre universo!!!
Que nos mata sem ter amado.
Quem sabe um dia, viverá sem ser eterno.
E terá na boca o sabor de ser beijado,
Então cantará em belos versos...
Quão sublime é a sensação de um beijo apaixonado!

Enquanto não se esvai a areia
Da ampulheta que é a vida;
Quero sempre que a minha boca tenha
O sabor doce da tua saliva.

Temo! E muito.
Ser um dia apenas lembrança tua.
O contrário muito me desconforta
Te amo! E muito!
Ah! O resto não mais importa.

Um dia meus lábios perderão a carne.
Então meus enrugados olhos sorrirão para os teus.
Rogando que a hora de serrarem os párpados tarde.
Para que, ilucidamente, esqueçamos de nos dizer adeus!



Hermison Frazzon da Cunha
Enviado por Hermison Frazzon da Cunha em 27/10/2005
Reeditado em 09/11/2005
Código do texto: T64347
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Hermison Frazzon da Cunha
São Leopoldo - Rio Grande do Sul - Brasil, 37 anos
103 textos (26993 leituras)
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Hermison Frazzon da Cunha