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Um retrato de sangue

Flores de um jardim morto estão chorando
Porta-retratos, portas entreabertas
Tudo se transfigura terminando
Os acordes das novas descobertas
Dos novos medos, jovens e tão frescos
Eternos sonhos, vasos fracos, secos.

As coisas terminaram sem pecado
E nossas alianças derrotadas
Sem um amor cansado, sem ter casado
Nossos lábios de virgens, nossas fadas
Apagadas num negro borralhão
Sentimento perdido na razão.

Recusei os teus beijos de desprezo
E vi as brancas fumaças se esvaindo
Como se teu corpo estivesse aceso
Com a morbidez fúnebre traindo
Cada fibra casada com as tuas
Numa cama final de portas nuas.
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 17/09/2007
Código do texto: T655600

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 33 anos
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6 áudios (1647 audições)
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Fabio Melo