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NOITE a AMIGA

Os lábios do silêncio murmuram as canções da natureza perpetuando a raça.
Crescem flores no lago dos sonhos, afagados pelas mãos estendidas da
ânsia, humana como o desejo, mecânica como a moral.
Noites são noites apenas no ritmo dilacerado e constante dos passos,
que as fugas, mais que obrigações, disparam no escuro do pensamento.
Não se espante, faces metálicas e raivosas nada significam, o que
permanece na máscara bravia do rosto abandonado é o desencanto e o
pessimismo, morta a face da juventude rolando em uma estrada sem rumo.
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Sobrevivente de catástrofes, ele faz da noite a amiga que não teve na
mulher. As flores são as palavras que não mais consegue pronunciar, e
o cavalo da chegada - solidão relampejante.
Permanecerá isolado ou abrirá as portas do jardins fantasmas, pouco
importa, vive o inferno na dúvida quando ama, sangra chamas no olhar
sob o amor. Está louco, dizem, mas que importa?
Pela mulher o amor adquire a instantânea cor do desconhecido. As
rosas que te são dedicadas têm a sonoridade das aves futuras, delas
farei outra forma de música, pois descrever-te é tarefa para quem
domina juntas a magia e a arquitetura das estrelas
Eriko y Alvym
Enviado por Eriko y Alvym em 17/09/2007
Reeditado em 13/12/2008
Código do texto: T656408

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Sobre o autor
Eriko y Alvym
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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